Importa fazer referência a esta anedota, para melhor compreender aquilo que o escriba quer dizer no que se há-de seguir.
Pai e filho foram ao zoo.Detiveram-se diante da jaula do leopardo, e diz o filho inchado pela sua sabedoria :"- Oh, pai, olha ! Um leopoldo ! " ; num tom condescendente, o pai logo o corrigiu : "- Não, meu filho, é um leopildo ! ".
Alguém que ia a passar um pouco ao longe, não deixando de ouvir tudo, comentou :"- Pior a emenda ddo que o sorveto ! ". E ainda mais ao longe, outro também ouviu, e rematou, triunfante : "- Quem sai aos seus, não é de Genebra ! "
Assim, no pacífico decorrer de uma reunião, alguém comentou que o Fulano do Canto, que pretensamente tinha um vocabulário muito rico, tipo frases a 5 euros cada palavra, costumava dizer que não vislumbrava, quando lhe perguntavam se tinha visto o Zé da Esquina por ali. Comentou-se sobre a falta de adequação do verbo utilizado pelo do Canto, quando um outro participante da reunião,pessoa letrada, de méritos e inteligência indiscutíveis, resolveu ridicularizar : "- Ah, ele diz que não dislumbra ? É mesmo um nabo esse gajo ! "
Francamente, não sei como o burro se introduziu no conselho.
O sufixo " -mero", em química, significa uma cadeia de vários radicais todos iguais, que dão origem ao chamado polímero ( que poderá ser o comum saco plástico do hiper ). Por outro lado, o sufixo "-metro", é colocado nas palavras usadas para definir medições.
O nosso amigo, uma vez que nada dislumbra, aconteceu-lhe o mesmo que o gajo que queimou as duas orelhas ao passar a ferro : já ia em Genebra, e trocou os sufixos. O azar é que transformou um produto químico num, sei lá, medidor de calinadas ???
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Femina

Para ti, Maria Simone
Não lavei os seios
pois tinham o calor
da tua mão.
Não lavei as mãos
pois tinham os sons
do teu corpo.
Não lavei o corpo
pois tinha os rastros
dos teus gestos;
tinha também, o meu corpo,
a sagrada profanação
do teu olhar
que não lavei.
Nem aqueles lençóis,
não os lavei,
nem os espelhos,
que continuam
onde sempre estiveram:
porque eles nos viram
cúmplices, e a paixão,
no paraíso,
parece que era.
Lavei, sim,
lavei e perfumei
a alma, em jasmim,
que é tua, só tua,
para te esperar
como se nunca tivesses ido
a nenhum lugar:
donde apaguei
todas as ausências
que apaguei
ao teu olhar.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
odeio clichés
No tempo em que a água mineral era pouco mais do que Pedras ( a melhor ), ou Vidago, ficava danado, quando pedia uma pedras, e, de imediato, o empregado questionava : "- Pode ser Vidago ? "
Os clichés não são apenas palavras, mas também actos. O mundo está pejado deles. Há coisas que ainda não fiz, mas que morrerei se não o fizer um dia, tais como recusar o vinho, depois do empregado daquele restaurante tascoso armado em Chez Pierre, nos acaba de servir num fundinho de copo, alegando que sabia a rolha. Sempre queria ver o que é que ele ia fazer à garrafa ( se calhar partia-ma na cabeça...)
É assinalável o tempo que demora quando pedimos a conta num restaurante. Injustificadamente. Afinal, nós estamops lá para comer e pagar e eles para receber. A nossa parte está feita. Porquê, então essa demora com a conta ? Não sei. Só sei, que a melhor maneira de apressar a coisa é partir, ostensivamente, qualquer coisa. No segundo imediato, lá estarão não só o empregado, como o gerente ( e se calhar a ASAE )
Quando perguntamos se a mousse de chocolate é caseira, a resposta é invariável : " Absolutamente ! "- quando sabemos muito bem que, na melhor das hipóteses é assim classificada porque foi feita em casa. Para contrapor esse cliché, costumo manifestar a minha preferência pela mousse sintética. Não é por nada. Gosto é de ver o empregado desconcertado.
Os clichés não são apenas palavras, mas também actos. O mundo está pejado deles. Há coisas que ainda não fiz, mas que morrerei se não o fizer um dia, tais como recusar o vinho, depois do empregado daquele restaurante tascoso armado em Chez Pierre, nos acaba de servir num fundinho de copo, alegando que sabia a rolha. Sempre queria ver o que é que ele ia fazer à garrafa ( se calhar partia-ma na cabeça...)
É assinalável o tempo que demora quando pedimos a conta num restaurante. Injustificadamente. Afinal, nós estamops lá para comer e pagar e eles para receber. A nossa parte está feita. Porquê, então essa demora com a conta ? Não sei. Só sei, que a melhor maneira de apressar a coisa é partir, ostensivamente, qualquer coisa. No segundo imediato, lá estarão não só o empregado, como o gerente ( e se calhar a ASAE )
Quando perguntamos se a mousse de chocolate é caseira, a resposta é invariável : " Absolutamente ! "- quando sabemos muito bem que, na melhor das hipóteses é assim classificada porque foi feita em casa. Para contrapor esse cliché, costumo manifestar a minha preferência pela mousse sintética. Não é por nada. Gosto é de ver o empregado desconcertado.
constatações # 5
Tempos houve em que pensei em comprar um colchão de água.Depois desisti da idéia quando me apercebi que assim a minha cama se transformaria no Mar Morto.
Tive, comprovadamente, a certeza de que a mulher ( que me desculpem as outras ), é de facto um objecto sexual : sempre que eu queria sexo, ela objectava.
E há o tal fulano que foi ao tribunal responder por ter feito amor com uma mulher morta. Acontece que se tratava da mulher dele, e acabou por ser ilibado quando se justificou ao juíz, dizendo que nem sequer tinha dado por ela, não havia notado nada de diferente em relação às outras vezes.
Quando entrares numa cama onde estejam afixadas na cabeceira as regras de conduta, comportamento, permissões e proibições, então o melhor é nem sequer entrares. De nada te vale fazeres de conta que és analfabeto. Regras são regras. Ou jogas assim, ou vais procurar uma cama cuja cabeceira não se pareça com um outdoor.
Quando, no fim do acto, sentires que te falta alguma coisa, e vês a companheira a pisgar-se rapidamente pela cama fora, então não tenhas ilusões : só não pagaste, de resto foi como se lá tivesses ido.
Quando, em pleno acto, a mulher te pergunta se já gozaste, podes concluir duas coisas : ou a ansiedade para que aquilo termine é tanta, que não resiste a perguntar, ou, e podes ter a certeza, é-lhe absolutamente indiferente o que se está a passar, e apenas quer saber quanto tempo mais precisa de estar naquele outro sítio ( que não debaixo de ti ), para onde se tele-transporta, enquanto tu, tristemente, suas e resfolegas. Em vão.Daí o gajo do tribunal ter sido ilibado.
Mas o melhor é fazeres-te desentendido. Concentra-te. Já que ali estás, continua. Não para teu proveito e gozo, mas apenas para a chatear mais um bocadinho, e até lhe podes mostrar que és um gajo bom, se quiseres. Nem que fiques com cãimbras nos queixos.
Tive, comprovadamente, a certeza de que a mulher ( que me desculpem as outras ), é de facto um objecto sexual : sempre que eu queria sexo, ela objectava.
E há o tal fulano que foi ao tribunal responder por ter feito amor com uma mulher morta. Acontece que se tratava da mulher dele, e acabou por ser ilibado quando se justificou ao juíz, dizendo que nem sequer tinha dado por ela, não havia notado nada de diferente em relação às outras vezes.
Quando entrares numa cama onde estejam afixadas na cabeceira as regras de conduta, comportamento, permissões e proibições, então o melhor é nem sequer entrares. De nada te vale fazeres de conta que és analfabeto. Regras são regras. Ou jogas assim, ou vais procurar uma cama cuja cabeceira não se pareça com um outdoor.
Quando, no fim do acto, sentires que te falta alguma coisa, e vês a companheira a pisgar-se rapidamente pela cama fora, então não tenhas ilusões : só não pagaste, de resto foi como se lá tivesses ido.
Quando, em pleno acto, a mulher te pergunta se já gozaste, podes concluir duas coisas : ou a ansiedade para que aquilo termine é tanta, que não resiste a perguntar, ou, e podes ter a certeza, é-lhe absolutamente indiferente o que se está a passar, e apenas quer saber quanto tempo mais precisa de estar naquele outro sítio ( que não debaixo de ti ), para onde se tele-transporta, enquanto tu, tristemente, suas e resfolegas. Em vão.Daí o gajo do tribunal ter sido ilibado.
Mas o melhor é fazeres-te desentendido. Concentra-te. Já que ali estás, continua. Não para teu proveito e gozo, mas apenas para a chatear mais um bocadinho, e até lhe podes mostrar que és um gajo bom, se quiseres. Nem que fiques com cãimbras nos queixos.
constatações #4
No outro dia, acordei,já madrugada, com uma discussão terrível dos vizinhos. Perturbou-me. Fez-me reflectir, uma pequena luz, e percebi o sofrimento em que aqueles dois deveriam estar. Perdidos, odiosos, irracionais,infelizes. Profundamente.
Aí percebi que aquilo que se perde com isso é tanto, que não vale a pena pagar o preço.
Viver sozinho também tem as suas vantagens. Pode-se andar nu pela casa, sem haver filhos ou a mulher a censurar ( em vez de se excitar, diga-se ), dizendo que não é por ela, é pela vizinha da frente. Pois.
Pode-se estar na internet sem sentimentos de culpa, de raiva ou perseguição, mas sim por puro prazer, e até que horas me apetecer. Podemos recber chamadas e sms sem constrangimentos, recebemos de vez em quando uma visita da namorada ( que bom ), tenho as minhas coisas, cuido delas.
Mas a maior vantagem é recuperar daquele pesadelo diário de acordar, e sentir, de imediato, que mais um dia de merda começava. Não mais.
Se olharmos sobre determinado prisma, um beijo pode ser mais íntimo que uma queca. Um homem pode estar desinteressado, mas lá vai participando. A mulher não. Pode ficar completamente indiferente ao acto sexual. Desde que não haja beijos. Uma mulher recusa mais depressa um beijo de que uma ida para a cama. Porque o beijo é mais íntimo. Não se conseguer disfarçar. E, quando uma mulher se recusa a dar beijos, é melhor começares a abrir os olhos. Não é por acaso como é universalmente sabido, que as profissionais também não dão beijos. E não me venham com a história de que é uma questão de higiene. O beijo é bom antes, durante, melhor, no fim, absolutamente fantástico. Sabe a endorfinas frescas.
Aí percebi que aquilo que se perde com isso é tanto, que não vale a pena pagar o preço.
Viver sozinho também tem as suas vantagens. Pode-se andar nu pela casa, sem haver filhos ou a mulher a censurar ( em vez de se excitar, diga-se ), dizendo que não é por ela, é pela vizinha da frente. Pois.
Pode-se estar na internet sem sentimentos de culpa, de raiva ou perseguição, mas sim por puro prazer, e até que horas me apetecer. Podemos recber chamadas e sms sem constrangimentos, recebemos de vez em quando uma visita da namorada ( que bom ), tenho as minhas coisas, cuido delas.
Mas a maior vantagem é recuperar daquele pesadelo diário de acordar, e sentir, de imediato, que mais um dia de merda começava. Não mais.
Se olharmos sobre determinado prisma, um beijo pode ser mais íntimo que uma queca. Um homem pode estar desinteressado, mas lá vai participando. A mulher não. Pode ficar completamente indiferente ao acto sexual. Desde que não haja beijos. Uma mulher recusa mais depressa um beijo de que uma ida para a cama. Porque o beijo é mais íntimo. Não se conseguer disfarçar. E, quando uma mulher se recusa a dar beijos, é melhor começares a abrir os olhos. Não é por acaso como é universalmente sabido, que as profissionais também não dão beijos. E não me venham com a história de que é uma questão de higiene. O beijo é bom antes, durante, melhor, no fim, absolutamente fantástico. Sabe a endorfinas frescas.
odeio clichés
às vezes temos a infelicidade de ter que aturar um gajo chato. Mas, como em tudo, dividem-se em categorias : o comum chato ( de grau de saturação médio ), que lá se vai aturando, o xato ( leia-se o x tal como em ortodoxia), que já tem um nível amarelo de saturação. Finalmente, o x-acto, o supra-sumo dos chatos, em que acende o alerta vermelho, e aí nós, pensamos : -" Mas que porra do caraças ! " . A porcaria do telemóvel toca quando estou a conduzir ou a dar uma queca, logo agora é que o filho da mãe não toca. Um desesperado, quando sente que vai cair pelo precipício, até a uma lâmina de barbear se agarra.
A expressão favorita daqueles que pretendem saber falar correctamente, mas não o conseguem, então assumem uma certa timidez ao usar as palavras, criando uma espécie de eufemismo para atenuar qualquer excesso, que é o famoso " entre aspas " . -" Porque penso, entre aspas, ( e colocam-nas gestualmente, num movimento típico, que o FCP vai ganhar ao Xutapraládaí da Esquina ".
Outro gesto que caracterizao xato. ou o x-acto, é o de andarem sempre com uma caneta ( Parker de preferência ), entalada entre os botões da camisa. Sempre pronta a usar. E enquanto falam, e graças a Deus, ainda não sacaram de tão temível arma, vão fazendo outro gesto típico, que é o de levar a mão à boca, num gesto simbólico de molhar a ponta do lápis, prontos para explicar por escrito. Não gosto que ma façam desenhos. Insulta-me a massa cinzenta.
Um estudo interessante, seria o de indagar o porquê de muitos tugas terem uma das unhas mindinhas mais comprida que as outras ( deve dar mau jeito a escrever ), impecável, meio-afiada, branquinha, bem tratada. Como um animal de estimação se tratasse. Eu cá, prefiro uma gata.
A expressão favorita daqueles que pretendem saber falar correctamente, mas não o conseguem, então assumem uma certa timidez ao usar as palavras, criando uma espécie de eufemismo para atenuar qualquer excesso, que é o famoso " entre aspas " . -" Porque penso, entre aspas, ( e colocam-nas gestualmente, num movimento típico, que o FCP vai ganhar ao Xutapraládaí da Esquina ".
Outro gesto que caracterizao xato. ou o x-acto, é o de andarem sempre com uma caneta ( Parker de preferência ), entalada entre os botões da camisa. Sempre pronta a usar. E enquanto falam, e graças a Deus, ainda não sacaram de tão temível arma, vão fazendo outro gesto típico, que é o de levar a mão à boca, num gesto simbólico de molhar a ponta do lápis, prontos para explicar por escrito. Não gosto que ma façam desenhos. Insulta-me a massa cinzenta.
Um estudo interessante, seria o de indagar o porquê de muitos tugas terem uma das unhas mindinhas mais comprida que as outras ( deve dar mau jeito a escrever ), impecável, meio-afiada, branquinha, bem tratada. Como um animal de estimação se tratasse. Eu cá, prefiro uma gata.
constatações #3
Não há nada que pague o ter uma krankla que nos emparelhe ss meias, tarefa absolutamente punitiva, e que nos apresente semanalmente aquele tabuleiro bem arrumado, cheiroso e bem apresentado de roupa fresquinha. Sempre tive um fétiche muito especial pelos tabuleiros de krankla. E o mais curioso é constatar que reconhecidamente não haja (ainda) uma licenciatura em krankologia, o mais espantoso é que os tabuleiros são sempre iguais, com o mesmo cheiro, com o mesmo aspecto,seja aqui, seja na China.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
rubricas
são várias as que me apraz abordar. Defino para já, " as constatações de um divorciado", "odeio clichés" e a "Inutil & Cª ".
Odeio clichés
Porque raio tem toda a gente a mania de dizer que o litro é igual ao Kilo ? Será que já pararam para pensar um pouco ? Para eles, a densidade deve ser uma propriedade dos corpos que, no máximo, só devem conhecer quando há nevoeiro.
Mas, mais irritante ainda, é a mania do afirmar que 99,99 %.... fizeram ou disseram isto ou aquilo. Por exemplo, que 99,99 % dos Tugas, dão a queca semanal ao Domingo de manhã.
E a volta de 360 graus ? Essa é a maior ! Quando alguém passa para o lado oposto ao qual se encontrava, afirma, categoricamente " que a minha vida deu uma volta de 360 graus ". Coitado do Pitágoras : deve estar a dar voltas no túmulo.
são várias as que me apraz abordar. Defino para já, " as constatações de um divorciado", "odeio clichés" e a "Inutil & Cª ".
Odeio clichés
Porque raio tem toda a gente a mania de dizer que o litro é igual ao Kilo ? Será que já pararam para pensar um pouco ? Para eles, a densidade deve ser uma propriedade dos corpos que, no máximo, só devem conhecer quando há nevoeiro.
Mas, mais irritante ainda, é a mania do afirmar que 99,99 %.... fizeram ou disseram isto ou aquilo. Por exemplo, que 99,99 % dos Tugas, dão a queca semanal ao Domingo de manhã.
E a volta de 360 graus ? Essa é a maior ! Quando alguém passa para o lado oposto ao qual se encontrava, afirma, categoricamente " que a minha vida deu uma volta de 360 graus ". Coitado do Pitágoras : deve estar a dar voltas no túmulo.
constatações # 2
Quando uma relação tem que terminar, e a coisa não ata nem desata, a mulher resolve o problema, recorrendo ao seu inato sentido prático : põe-te os cornos e acabou-se. Problema resolvido.
Agora já descobriste o que sentem as mulheres quando são trocadas por outra, mais nova.
Também agora percebes que, afinal, elas se chateam com o facto de teres uma amante, ou duas, por seres o perfeito bronco com elas e de as tratares como putas. Quando acordas, constatas que as habitantes de Vénus, não perdem tempo em guerrinhas como os marcianos. São rápidas e surpreendentes : vão-se embora, simplesmente. E quem ficar que feche a porta.
Agora já descobriste o que sentem as mulheres quando são trocadas por outra, mais nova.
Também agora percebes que, afinal, elas se chateam com o facto de teres uma amante, ou duas, por seres o perfeito bronco com elas e de as tratares como putas. Quando acordas, constatas que as habitantes de Vénus, não perdem tempo em guerrinhas como os marcianos. São rápidas e surpreendentes : vão-se embora, simplesmente. E quem ficar que feche a porta.
constatações
está a cair um pouco em desuso, a afirmação de que o cão é o melhor amigo do homem. Está ultrapassado. Como todos sabemos, o melhor amigo do homem é a mulher, ponto não aberto a discussão, sequer. Em 2º lugar, vem o micro-ondas. O que seria do homem se tivesse que cozinhar todods os dias ? Depois, as mãos- mais exactamente, a mão. Mudando uma vogal, segue-se a mãe. Sim, porque a mãe é sempre a mãe, e onde iriamos nós, já depois de crescidos, arranjar um colo, uma comidinha caseira, carpir as nossas mágoas ? Só na mãe. Porque só há uma, convém não esquecer.
O carro entra também do círculo, pois no dia-a-dia, estabelece-se uma relação irracional de intimidade e cumplicidade com o nosso automóvel, amizade até. Depois, temos o IKEA, descaradamente pensado para homens, e que maravilha : casas lindas, preços baixos ( o gozo da montagem é um bónus )
E a máquina do café ? Insubstituível ! Com quem partilhariamos nós o primeiro vício, logo prazer, do dia ? Mas, a constatação mais incrível de todas, tem a ver com os tupperwares, objecto terceiro-mundista da cozinha, feio, desarrumado, sempre pronto a cair na nossa cabeça quando abrimos o armário de cima, que mais parece a Faixa de Gaza. Mas, pasme-se ! Se não os promovessemos a amigo, como iria um divorciado organizar as suas refeições ?
O carro entra também do círculo, pois no dia-a-dia, estabelece-se uma relação irracional de intimidade e cumplicidade com o nosso automóvel, amizade até. Depois, temos o IKEA, descaradamente pensado para homens, e que maravilha : casas lindas, preços baixos ( o gozo da montagem é um bónus )
E a máquina do café ? Insubstituível ! Com quem partilhariamos nós o primeiro vício, logo prazer, do dia ? Mas, a constatação mais incrível de todas, tem a ver com os tupperwares, objecto terceiro-mundista da cozinha, feio, desarrumado, sempre pronto a cair na nossa cabeça quando abrimos o armário de cima, que mais parece a Faixa de Gaza. Mas, pasme-se ! Se não os promovessemos a amigo, como iria um divorciado organizar as suas refeições ?
formas complementares de encarar a vida
Quero, terei-
se não aqui,
noutro lugar que inda não sei.
Nada perdi.
Tudo serei.
Para isso é fundamental que se considere o seguinte :
Dizem ? Esquecem.
Não dizem ? Dissessem.
Fazem ? Fatal.
Não fazem ? Igual.
Por quê esperar ?
-Tudo é sonhar.
se não aqui,
noutro lugar que inda não sei.
Nada perdi.
Tudo serei.
Para isso é fundamental que se considere o seguinte :
Dizem ? Esquecem.
Não dizem ? Dissessem.
Fazem ? Fatal.
Não fazem ? Igual.
Por quê esperar ?
-Tudo é sonhar.
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