Pretende-se que haja de tudo neste kiosk. Ideias, trapos, cacos, contradições, desabafos, reflexões.Dessa forma será composto o blogue. Por um misto de rubricas e ideias soltas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

odeio clichés

às vezes temos a infelicidade de ter que aturar um gajo chato. Mas, como em tudo, dividem-se em categorias : o comum chato ( de grau de saturação médio ), que lá se vai aturando, o xato ( leia-se o x tal como em ortodoxia), que já tem um nível amarelo de saturação. Finalmente, o x-acto, o supra-sumo dos chatos, em que acende o alerta vermelho, e aí nós, pensamos : -" Mas que porra do caraças ! " . A porcaria do telemóvel toca quando estou a conduzir ou a dar uma queca, logo agora é que o filho da mãe não toca. Um desesperado, quando sente que vai cair pelo precipício, até a uma lâmina de barbear se agarra.

A expressão favorita daqueles que pretendem saber falar correctamente, mas não o conseguem, então assumem uma certa timidez ao usar as palavras, criando uma espécie de eufemismo para atenuar qualquer excesso, que é o famoso " entre aspas " . -" Porque penso, entre aspas, ( e colocam-nas gestualmente, num movimento típico, que o FCP vai ganhar ao Xutapraládaí da Esquina ".

Outro gesto que caracterizao xato. ou o x-acto, é o de andarem sempre com uma caneta ( Parker de preferência ), entalada entre os botões da camisa. Sempre pronta a usar. E enquanto falam, e graças a Deus, ainda não sacaram de tão temível arma, vão fazendo outro gesto típico, que é o de levar a mão à boca, num gesto simbólico de molhar a ponta do lápis, prontos para explicar por escrito. Não gosto que ma façam desenhos. Insulta-me a massa cinzenta.

Um estudo interessante, seria o de indagar o porquê de muitos tugas terem uma das unhas mindinhas mais comprida que as outras ( deve dar mau jeito a escrever ), impecável, meio-afiada, branquinha, bem tratada. Como um animal de estimação se tratasse. Eu cá, prefiro uma gata.

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