No outro dia, acordei,já madrugada, com uma discussão terrível dos vizinhos. Perturbou-me. Fez-me reflectir, uma pequena luz, e percebi o sofrimento em que aqueles dois deveriam estar. Perdidos, odiosos, irracionais,infelizes. Profundamente.
Aí percebi que aquilo que se perde com isso é tanto, que não vale a pena pagar o preço.
Viver sozinho também tem as suas vantagens. Pode-se andar nu pela casa, sem haver filhos ou a mulher a censurar ( em vez de se excitar, diga-se ), dizendo que não é por ela, é pela vizinha da frente. Pois.
Pode-se estar na internet sem sentimentos de culpa, de raiva ou perseguição, mas sim por puro prazer, e até que horas me apetecer. Podemos recber chamadas e sms sem constrangimentos, recebemos de vez em quando uma visita da namorada ( que bom ), tenho as minhas coisas, cuido delas.
Mas a maior vantagem é recuperar daquele pesadelo diário de acordar, e sentir, de imediato, que mais um dia de merda começava. Não mais.
Se olharmos sobre determinado prisma, um beijo pode ser mais íntimo que uma queca. Um homem pode estar desinteressado, mas lá vai participando. A mulher não. Pode ficar completamente indiferente ao acto sexual. Desde que não haja beijos. Uma mulher recusa mais depressa um beijo de que uma ida para a cama. Porque o beijo é mais íntimo. Não se conseguer disfarçar. E, quando uma mulher se recusa a dar beijos, é melhor começares a abrir os olhos. Não é por acaso como é universalmente sabido, que as profissionais também não dão beijos. E não me venham com a história de que é uma questão de higiene. O beijo é bom antes, durante, melhor, no fim, absolutamente fantástico. Sabe a endorfinas frescas.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
"A única linguagem verdadeira no mundo é o beijo", disse alguém;
o beijo fala verdade, não disfarça, não finge:
e sim, é possível estar com o outro, sem sentir, sem partilhar outra coisa mais que o espaço
ah, e fresco és tu, marujo!
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